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A cor de 2028 não é sobre moda, e isso muda tudo no mercado

Radiant Earth 2028: o que a nova cor revela sobre um consumidor que não compra mais como antes.

Se você ainda interpreta a cor do ano como uma escolha estética, você está olhando só a superfície. A definição da Radiant Earth como cor de 2028, anunciada pela WGSN em parceria com a Coloro, não aponta apenas uma direção visual. Ela revela uma mudança mais profunda, e silenciosa, no comportamento de consumo.

Porque, no fim, as cores não antecipam o que vamos usar.Elas traduzem o que já estamos sentindo.

O consumidor mudou, e não foi de forma sutil

Nos últimos anos, o consumo foi guiado por velocidade, excesso e estímulo constante.Tudo precisava chamar atenção, gerar impacto imediato, disputar espaço. ( e, a ansiedade batendo na porta...) Mas esse modelo começou a mostrar sinais claros de desgaste.

O consumidor atual está mais seletivo, mais consciente, e , principalmente, mais cansado.

Cansado do excesso de informação, cansado da estética vazia, cansado de consumir sem se reconhecer no que consome. É nesse cenário que a Radiant Earth ganha força.

Radiant Earth visto em Zimmermann SS26 - Prêt-à-Porter, Dries Van Noten FW26 - Prêt-à-Porter & Victoria Beckham FW26 - Prêt-à-Porter Créditos: ©Launchmetrics/spotlight
Radiant Earth visto em Zimmermann SS26 - Prêt-à-Porter, Dries Van Noten FW26 - Prêt-à-Porter & Victoria Beckham FW26 - Prêt-à-Porter Créditos: ©Launchmetrics/spotlight

Uma cor que não grita, mas sustenta

Diferente de cores que surgem para gerar impacto imediato, a Radiant Earth ocupa um lugar mais profundo. É um tom terroso, quente e denso.Não chama atenção pelo contraste, chama pela sensação.

E a sensação que ela transmite é clara:

  • estabilidade

  • segurança

  • permanência

Isso não é apenas uma escolha visual.É uma resposta direta a um momento em que as pessoas estão buscando algo que sustente, não apenas algo que impressione.

Segurança se tornou valor percebido

Existe uma mudança importante acontecendo no comportamento de consumo:

Antes, o desejo era ser visto, agora, o desejo é sentir segurança na escolha.

E essa segurança começa a ser comunicada também de forma visual.

Cores como a Radiant Earth carregam esse papel. Elas não vendem impulso, elas constroem confiança. E isso muda completamente a lógica do mercado, onde o consumidor não quer mais apenas gostar do produto, ele quer acreditar nele.

O retorno ao essencial não é estética, é posicionamento

Muito se fala sobre o “voltar ao natural”, mas aqui é importante aprofundar essa leitura.

Não estamos diante de uma tendência passageira.Estamos diante de um reposicionamento de comportamento.

A Radiant Earth se conecta com movimentos que vêm se consolidando:

  • valorização do artesanal

  • busca por autenticidade

  • rejeição ao excesso digital

  • necessidade de conexão com o real

Isso mostra um consumidor que amadureceu, e não busca mais apenas novidade, ele busca sentido.

O impacto direto no varejo

Quando o comportamento muda, o mercado precisa acompanhar.

E essa mudança não é sutil. A Radiant Earth abre espaço para uma transformação clara na forma como marcas se posicionam:

Produtos deixam de ser apenas visualmente atrativos e passam a carregar mais profundidade.Ambientes comerciais deixam de estimular e passam a acolher.A comunicação deixa de gritar e passa a sustentar uma narrativa coerente.

O foco sai do impacto imediato e entra na construção de experiência, que hoje, é o que mantém o cliente.

Imagem não é mais sobre destaque, é sobre coerência

Radiant Earth visto em Julie Kegels FW26 - Prêt-à-Porter, That Concept Store FW26 - Prêt-à-Porter, Imane Ayissi SS26 - Haute Couture & Anthropologie FW26 - Prêt-à-Porter Créditos: ©Launchmetrics/spotlight
Radiant Earth visto em Julie Kegels FW26 - Prêt-à-Porter, That Concept Store FW26 - Prêt-à-Porter, Imane Ayissi SS26 - Haute Couture & Anthropologie FW26 - Prêt-à-Porter Créditos: ©Launchmetrics/spotlight

Essa mudança também redefine a forma como a imagem é construída.

Durante muito tempo, a imagem esteve ligada à ideia de chamar atenção, de gerar impacto.

Agora, isso muda. Cores como a Radiant Earth mostram que a imagem passa a ter outro papel:reforçar identidade, transmitir consistência e sustentar presença. Não é mais sobre ser visto rapidamente.É sobre ser lembrado com clareza.

O que a Radiant Earth realmente revela

Se existe uma leitura estratégica aqui, ela é simples, e direta:

A Radiant Earth não cria um movimento, o que ela fez, foi confirmar um movimento que já começou, ou seja, estamos entrando em um ciclo onde o consumidor:

  • questiona excessos

  • valoriza estabilidade

  • busca profundidade

  • consome com mais consciência

E isso exige um novo tipo de posicionamento de marca.

Sendo assim, concluis-se que o mercado não quer mais impacto, ele quer consistência

Toda cor do ano carrega uma direção, e a Radiant Earth aponta para um mercado menos impulsivo e mais consciente.Menos baseado em novidade e mais sustentado por significado.

Para quem trabalha com moda, imagem ou varejo, a pergunta muda.

Não é mais “como seguir tendência”.

É: como construir algo que faça sentido suficiente para permanecer.

Porque no fim, não é sobre cor. É sobre o tipo de valor que você entrega, e se ele sustenta ou só chama atenção. Até a próxima.

Beijos, da Clau!

 
 
 

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